Linda e graciosa

Linda, bela e graciosa. Assim é a estrada da Graciosa. Saindo de Curitiba, logo peguei a estrada pelo interior de São José dos Pinhais, por araucárias, cavalos, flores e montanhas, segui essa fantástica estrada até o topo das montanhas. Lá no alto, bem la no alto, parei para uma pamonha e um caldo de cana, conheci o gentil Matheus, um menino homem de 9 anos que ajudando seus pais me atendeu com todo carinho, atenção e muitas conversas sobre o prazer de morar e trabalhar nas montanhas paranaenses. Falou do seu amor pela matemática e da vontade de nunca sair dali. Que menino feliz, contagiante.

A descida da Graciosa é longa, forte e bela. Um declive de uns 8 km em paralelepípedo pela mata atlântica com muitas curvas e rios. O fim desta descida é em uma ponte metálica, com um rio maravilhoso. Ainda era umas 11:30 da manha, não me contive, parti para um mergulho. Energizante, me refiz, cerca de uma hora naquela agua deliciosa.

Chegando em Morretes, parei, comi e achei um hostel bem simples e confortável. Saindo do hostel, me surpreendi com nuvens pesadíssimas. Ali estava anunciada uma chuva de verão, fotografei um pouco e voltei para meu quarto. Após cerca de 2 horas de chuva, o tempo abriu novamente, fui dar uma volta na cidade e me surpreendi com a feira dos produtores orgânicos da região, onde eles mesmos faziam shows lindos, tapioca, flores, frutas, sucos, tudo orgânico e belo. Vá a Morretes, vale muito a pena.

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Uma energia diferente…

Ola amigos,

mais um passo da minha viagem, mais uma etapa deste processo. Saindo de Juquey, parti rumo a Santos. Peguei uma reta grande e plana. Fui tomado por uma energia diferente, uma vontade de esvaziar a mente e simplesmente pedalar. Foi o que fiz, pedalei, com força, com vontade, com energia. Esvaziar a mente é difícil, muita coisa dentro dela, muitos processos, muitos pensamentos, vários momentos acumulados. Primeiro veio um choro de alegria, a muito tempo não sabia o que era me sentir bem assim. Percebi que não tenho a habilidade de dizer Eu te Amo, mas sim, eu amo muita gente, minha mãe, meu pai, meus irmãos, sobrinhos, avós, parentes, amigos, conhecidos, desconhecidos, me desculpem por não saber dizer, mas eu os amo. Assim depois de umas duas horas pedalando e passando muita coisa pela mente, consegui ficar vazio, e continuei a pedalada. Foram mais duas horas de pé em baixo, pedalando em ritmo forte, marcha pesada e cadencia acelerada.

Cheguei no Guarujá, peguei a balsa para Santos e pensei, tenho um tempo até encontrar com minha anfitriã, vou rodar e fotografar um pouco por ai. O primeiro trapiche mais bonito que vi (antes de chegar na orla) desci da bike, fui empurrando-a até a ponta, posicionei, peguei a camera, me preparei para o clique e senti uma mão no meu ombro. “Ei, você não pode ficar aqui com uma bicicleta. Saia daqui já!” Repliquei, “senhora, só vou fazer umas fotos, eu nem pedalei no trapiche, depois vou fazer um lanche no seu bar”, então eu ouvi a resposta “não me interessa, imagina se toda bicicleta quiser vir no trapiche? Não pode e pronto.” Foi então que guardei a camera, peguei a bicicleta e falei, “Se toda bicicleta parasse aqui, seu bar estaria cheio. Fico muito triste que em um lugar turístico, o turista seja tratado dessa forma.”

Perdi o tesão de clicar e fui pedalar pra ver se me inspirava novamente. Foi então que fui surpreendido por um bike me alcançando, era o Lipe, um músico, designer e fotografo, super querido. Ele me questionou se poderia fazer uma foto minha para um projeto que estava trabalhando. E que eu poderia ser inspirador para outras pessoas. Que figura linda, bom demais conhece-lo. Ele, também vegetariano, me indicou um restaurante veg maravilhoso. Depois do almoço, voltando para a praia, fui cercado duas vezes por alguns meninos, de certa forma, mal intencionados… Tive que esperar minha anfitriã em um quiosque.

Então chegou a Tui, menina extremamente querida, atenciosa e amável. Preparou uma janta vegana deliciosa. Obrigado Tui. Para fotografar um pouco em terras santistas, Tui me levou em um parque onde tinha recuperação de aves, consegui fazer umas fotos interessantes só com a 50 mm.

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Montanhas de verdade

Ola a todos, não desmerecendo as montanhas ja passadas, mas as que passei por ultimo se mostraram montanhas de verdade. Desafiaram minhas pernas, minha mente, minha vontade. Passei por elas, cumpri minha vontade. Partindo de São Sebastião, segui rumo ao litoral sul. Até o centro da cidade, cerca de 10 km planos e com um vento muito forte, de frente, para minar o equilíbrio e as forças. Pensei, deve ser por causa da ilha, forma esse canal e com isso o vento ganha velocidade. Pois bem, forcei, sentei a pua, como dizem uns amigos. Logo veio a primeira inclinação, tudo bem, uma inclinação forte com um vento contra, da pra encarar, ja passei por piores. A cada praia que se passa no litoral de São Sebastião, um grande morro, grandes inclinações e alguns com distancias na casa de 2 a 3 km de extensão de subida. O tempo nublado, o vento havia parado, pensei, os céus estão comigo, os deuses estão comigo. Eles tiraram o sol que me castigava, mandaram esse vento na hora de minha saída para que as nuvens me protegessem, tenho que ser forte. Assim eu continuei, morro após morro, subida após subida, visuais deslumbrantes, porem encobertos pela névoa e pelas nuvens. Tudo para me proteger. A idéia era ir até Boiçucanga, passando por Maresias pensei, não vou parar, so falta um morro, é a próxima praia. Ja havia passado por uma dezena de subidas e descidas, mais um eu dou conta.

Esta subida é um aprendizado, uma lição de vida, de pedalada, de tudo. São 3,5 km com uma inclinação incrivelmente forte. A bike esta com muito peso na traseira, por isso, em alguns trechos tive que pedalar em pé na bike, projetando o corpo sobre a roda dianteira, para que tivesse um mínimo de equilíbrio. Depois de uns 2 ou 2,5 km (sem ciclocomputador ou gás vc perde um pouco a referencia) não aguentei, parei em um canteiro e deitei sobre uma mureta, colocando os pés para cima e a cabeça para baixo. Não sei se fiquei uns 5 ou 10 min ali parado, sem pensar em nada. Sei que quando retomei tive uma força incrível, pensei nos deuses que me ajudaram, nas alegrias após a subida, o prazer da descida.

Depois de Boiçucanga, fiz paradas em Camburizinho, Camburi, Juquey, depois daquela montanha, queria muito curtir, desfrutar, sorrir e estar bem.

Impressionante como estou fazendo amizades com bichinhos, de todos os tipos e espécies, acho que estão se identificando comigo!!! Trago fotos de alguns deles no post…

Obrigado Cintia pelo carinho e pela casa, pelas conversas e pelo sorriso. Cristina, Você foi um anjo em Juquey, amei te conhecer, beijo grande para você e para a Pizza (nome da gatinha preta)

Quer saber se consegue encarar uma subida? Vai, encara…

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As montanhas a beira mar

Uma janta que não deu certo (estava tão cansado que não consegui fazer direito), foi um simples macarrão com tomate e espinafre.  Saindo de Ubatuba com uma dor no coração de não ter como ficar para fotografar e conhecer melhor esse lugar que parece encantador. O roteiro do dia é pedalar de Ubatuba até o centro de São Sebastião. Cerca de 80 km (no fim foram 78km). Que delícia é estar entre montanhas e o mar, que delícia é pedalar solto, leve, tranquilo.

Hoje só me veio o vazio na mente, não pensava em nada, momento algum. Não me preocupava com nada. Sempre tive um certo medo das subidas, desta vez não. Acho que virei parte delas. Eu, a bicicleta, as montanhas, a estrada, o mar, viramos um uno. O silêncio me fez bem. Antes de sair delatei as musicas do celular e não trouxe nem um fone de ouvido. As vezes é difícil ouvir nossa consciência mas é bom. Hoje até ela ficou em silêncio. Que gostoso, uma meditação em movimento.

O trecho pedalado é maravilhoso, algumas montanhas longas até chegar em Caraguatatuba, nada demais para quem está em processo meditativo 😀 Na praia de Caragua, algumas pessoas vieram falar comigo, me dar força, desejar sorte, e mandar boas energias. Falar nisso, impressionante a força que me da o apoio virtual (real) que recebo de todos via facebook diariamente. Cada parada eu ligo o cel e dou uma olhada nas mensagens e curtidas. Nunca imaginei que esse apoio fosse tão forte e valioso. Obrigado de coração.

Chegando em São Sebastião, fui direto para casa da Dona Edna e do Seu Rui, pais do meu grande amigo e irmão Tunico, o mais novo papai, parabéns irmão. Impressionante o carinho que recebi nessa casa. Fantástico, maravilhoso e mágico.

Obrigado por mais um dia de muita luz e sonhos…

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A partida…

Ola Amigos, Amigas, colegas e afins,

Hoje acordei de sonhos, vou realiza-lo, vou coloca-lo em pratica. É o início de uma viagem, não só a física, a geográfica, mas a da mente, das relações. Antes de falar sobre como foi a viagem em si, vou colocar aqui um texto que me veio enquanto pedalava.

Há muito tempo não me alimento tão bem,

Hoje me alimentei de esperança, de fé, de sonhos

me alimentei de sorrisos, de encantos, de formas e luzes

me alimentei de banana, tangerina, mel e castanha

me alimentei de vento, de luz, de insetos e de folhas

me alimentei de estrada, pedal, de pernas e braços

me alimentei de consciencia, de silencio e de lembranças

Hoje finalmente me alimentei de Vida.

Vou seguir pedalando de Resende-RJ até Florianópolis-SC. Sai hoje, 8 de outubro (de ônibus) até Taubaté. Tive um encontro fantástico com meu grande amigo Dé, relembrando todas as aventuras do verão de 76… Para me receber bem, ele me levou para correr, um trote de 10 km em uma pista da cidade. No dia seguinte, parti cedo, antes das 7 da manha. Havia estudado o trajeto Taubaté-Ubatuba, um trecho com muitas subidas longas, não muito inclinadas, mas algumas com 4-5 km de extensão, com a bike carregada isso vai minando. Não sei se por sorte ou o que, dessa vez só minou as pernas, minha mente estava em paz, tranquila, a cada subida me sentia melhor, mais feliz. Depois de 85 km pedalados, cheguei ao ponto mais alto da serra, com cerca de 1100 m de altitude o alto da serra chegou, deslumbrante, mágico. A descida foi a mais difícil pela qual já passei, impressionante a inclinação dessa descida. São 8 km com muitas curvas, com a bike pesada a inércia da bike exigiu dos meus braços e punhos um esforço muito maior do que o comum. A chegada em Ubatuba me fez muito bem, 110 km em um dia, para começar bem a viagem, para aquecer as pernas e a mente.

Vale ressaltar que na hora de sair para a estrada, resolvi desconectar GPS, ciclocomputador e tudo mais que pudesse me dizer velocidade, distancia, localização e tudo mais. (estou medindo minhas distancias pelas placas das rodovias). Essa simples atitude tirou totalmente minha ansiedade de chegar logo, será que essa velocidade é suficiente? Será que ja pedalei o que preciso para chegar na hora certa? A regra é, pedala enquanto estiver curtindo, cansou da uma parada, descansou volta, sorria para ganhar força, e assim a viagem segue…

P.S. poucas fotos nesse dia, fiquei muito focado em dar conta do pedal e não parei muito pra clicar…IMG_8704 IMG_8706 IMG_8707

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A história de uma Flor

Em mais um de meus devaneios, estava olhando pra uma flor outro dia e pensando em como elas devem querer sair de seu galho… Então me veio em mente a verdadeira história da vida de algumas flores. Aquelas que não se aguentam nos galhos… (primeiro post sem fotos…desculpem)

     O processo começou como outro qualquer. Afinal, o que tem de especial no nascimento de uma flor? Tantas nascem todos os dias, a todo momento. A razão, importância não se dá pelo nascimento ou pela criação, mas sim pelo processo. Qual o propósito, a quem se inspira com o caminho, que diferença esse caminho faz?

     O início todos conhecem, todos já viram. Um botão que com água e um pouco de sol, vira flor. A partir deste ponto, cada uma toma seu destino. Algumas ficam escondidas até caírem sem nunca serem vistas. Outras são tiradas ainda bebês para servirem de presente. O destino pode tê-las colocado para que as abelhas pudessem produzir mel, ou qualquer outro propósito.

     A questão não é qualquer flor, é uma Flor em especial. Ela não era como as outras que se vêem por ai, não ficava escondida, resistia quando tentavam arrancá-la, alimentava abelhas, inspirava canções, consolava os tristes, era aquela que todos os fotógrafos buscavam, mas ela queria mais, queria ganhar o mundo, ser livre. Como? Era uma flor, tinha amarras, raízes. Um dia apareceu um ovo, um minúsculo ovo. Ele foi colocado próximo da Flor. Aquele dia a curiosidade dela foi algo marcante, nunca antes sentido, este sentimento se apoderou dela e fez com que se buscasse ventos, e modos de se chegar cada vez mais próximo do ovo. Só observar não era suficiente, ela queria ver como era por dentro dele. Começou então a entrar no ovo. De forma intensa, contínua, ela penetrava sem saber o porque e sem ter idéia das conseqüências. O ovo cresceu, virou uma lagarta. A Flor começou, então, a invadir a lagarta com todas as suas forças, toda sua energia foi colocada ali. Quando a Flor já estava totalmente murcha, acabada, descolorida, ela só pensou o porque teria cometido tamanha imprudência. Como poderia ter sido tão estúpida. Assim pensando ela apagou, perdeu a consciência. Como que em um sopro, ela retomou os sentidos, e , de certa forma, explodiu para tentar se livrar de todos aqueles males, aquelas sensações de fraqueza. Quando se deu por si, ela estava descolada dos galho, folhas, raízes… Asas, agora ela tinha asas, as cores eram as mesmas que ela sempre tivera, realmente era a Flor, só que agora habitando um novo corpo, uma Borboleta…

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Voltando a escrever…

Esta galeria contém 16 fotos.

Aos amigos e leitores: Fiquei um bom tempo sem escrever, processos internos, revoluções e várias outras coisas. Enfim, começarei com uma reflexão sobre minhas escritas e um conto. Quando se começa a escrever, você se entrega todo no papel. Não … Continuar lendo

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